Revejo anos de sorrisos apagados, relei-o poemas de desespero por um amor que se cravava na minha garganta. Às vezes deleito-me num prazer masoquista de remoer o passado e tentar compreender o porquê de todos os (des)amores que me deixaste ter...
Sempre procuras-te no meus lábios e nos meus braços o refúgio para a dor de estares vivo.
Estives-te perto e curaste-me, mas agora sinto-me perdida...
Estou perdida dentro de mim, resgata-me só mais uma vez. Não, não pode ser... Tenho o corpo suspenso por um fio e tudo o que existe à volta é o vazio. Quem em resgata a mim?Tu continuas ocupado a escrever palavras que jamais escreverias para mim. Não me ouves, nem me sentes suspensa. Eu salvei-te e no caminho perdi-me. E ainda não me consegui encontrar...


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