Queria amor... amor que me ardesse nos sentidos e me cada poro da minha pele... amor que me escorresse pela alma como um rio reluzente e fizesse tudo florir à sua volta!
Queria amor incontrolável, incansável, voraz! Daquele amor que se afunde em nós, que consome! Queria prender-me a cada pedaço da tua pele, mexer-te na alma com os dedos sonhadores, serpentear pelo teu corpo com volúpia e cobri-lo de beijos inesquecíveis...
Queria amor... amor que me acalmasse... Um amor que fosse abrigo e refúgio nos desesperos... Amor, que fosse muito mais que só palavras!
Queria eu amor... um amor que me queimasse num recanto qualquer, que me amarrasse com fúria, que se misturasse nos nossos suores perfumados, que me possuísse o corpo e tudo o mais...
Quero amor... um amor imperfeito! Um amor com erros que ansiamos desfazer num qualquer vão de escada ou no aconchego de um abraço!
Quero amor que me doa, que me atordoe, que me deixe exausta... Porque quero sentir, sentir tudo, sentir-te!
Quero amor... quero sentir o desejo numa qualquer troca de olhares aqui ou ali e poder despir-te com o olhar... e deixar que me dispas sem medo do meu corpo! Quero fazer amor com todos os teus sentidos amarrados aos meus... colar as minhas mãos às tuas, ouvir o teu respirar, sentir o cheiro dos teus cabelos, deitar-me no fundo dos teus olhos e saborear todos os recantos da tua boca...
Quero amor que me agarres mas que me deixes voar e sentir livre, que me deixes dançar na chuva da manhã ou fechar-me em mim e consumir-me na solidão... um amor que não precise de leis para estar vivo e pulsar como sangue nas veias! Um amor que se renove e se descubra a cada olhar, a cada toque... que não se esgote na mortal agonia do dia após dia, mas que seja, capaz de se reescrever nas magias dos nossos seres!
Quero amor que me veja, que me entenda em todo o meu ser emaranhado. Quero aquele amor cheio de verdades que nos golpeiam mas que depois também nos fazem sorrir depois que as feridas saram!
Queria neste momento poder deslizar a minha mão pelo teu rosto sereno, assentar-te um beijo suave na testa e encostar a cabeça no teu colo... Deixa-me ficar aqui ao longe, olhando-te... querendo amor de ti, de tudo aquilo de que és feito...



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