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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

As saudades...

Ontem percebi que a minha casa, o meu abrigo já chama por mim, a minha cidade "Lisboa, Lisboa!". Para ontem foram os telefonemas da minha Fia, do meu Giraço, do pessoal da faculdade entre outros. As saudades apertam, já tenho as minhas energias recarregadas, a mim também me parece que já é hora de regressar a casa!

domingo, 11 de julho de 2010

Mentira

Ainda fazes pensar...

João Pedro Pais - Mentira




... quiçá sonhar!

domingo, 4 de julho de 2010

Um único momento


Tenho uma lágrima presa nos meus olhos,
E a sensação de que não aproveitei nada do que vivi.
Tenho medo de esquecer-me como sorrir, 
Mas ainda posso chorar.
Apaguei as luzes para quê?
Não ver o que está a minha frente.
Tropeço nas coisas que deixei espalhadas no chão.
Entre elas os dias em que fui feliz.
Lembras-te do brilho que tinha os meus olhos?
Agora está ofuscado pela lembrança de que estou sozinha,
E não me importa o quanto doa em ti, 
A culpa é minha.
Posso conter as minhas emoções.
Querer ter a oportunidade de dizer que ainda te amo.
Sem que me dês tempo para fingir que te odeio.
Afinal, de que valeria esse momento?
Não sei se o que sinto é amor,
Penso em ti todos os dias nos últimos tempos.
Queria encontrar-te ao acaso,
Antes que pudesse dizer: olá.
Queria ouvir-te dizer que pensas em mim.
Nenhuma palavra mais seria dita,
Com um beijo longo e um abraço apertado,
Sentiria o teu coração a bater acelerado contra o meu peito.
Tocaria as tuas mãos delicadas,
Sentiria o cheiro do teu perfume.
Deslizaria os meus dedos entre os teus cabelos.
Repetiria por horas que és que eu amo,
Que jamais consegui esquecer-te,
E que toda a angústia que sentia por não ter-te,
Se tinha ido embora.
Todos os momentos que não tivemos, seriam vividos apenas numa tarde.
E a partir daquele instante começariam as nossa vidas.
Queria ter-te ao meu lado para assistir um filme,
Para caminharmos de mãos dadas.
Para que te deitasses no meu colo enquanto apreciaria o teu sono.
Queria ver-te sorrir,
Queria um abraço dizendo-me ao ouvido que me amas.
A noite seria curta demais para contarmos as estrelas lado a lado, e para ouvirmos as músicas recitando frases de amor.
Desde o dia em que me deixaste, nunca mais fui capaz de repetir o teu nome para que todos ouvissem.
Convivo com esse amor guardado no meu peito, e hoje sei que aprendi a fingir muito bem.
Ninguém acredita quando digo que ainda te amo.
Ninguém acredita quando digo que ainda te espero.
Ninguém acredita que piso no meu amor próprio todos os dias sonhando em ver-te.
Ninguém é capaz de entender que não sei como evitar este sentimento.

domingo, 6 de junho de 2010

O Rol

Quem é que não conhece ou nunca provou este gelado magnifico da Olá?
Um gelado considerado "velha guarda" da Olá. Esta de volta!!! É uma edição limitada e especial que a própria Olá está a realizar, para relembrar velhos tempos.
Um sabor único, no qual me lembra, não que seja muito velha, mas os meus 20 anos já me trazem excelentes recordações, e este gelado sem dúvida muitas recordações, relembra-me as férias de verão passadas na terrinha com os primos no qual este era o meu gelado de eleição. Fiquei triste quando a Olá o retirou, mas agora já está de volta para poder matar as saudades dele.



Não esquecendo agora os meus famosos scoops que relembram o gelado que compramos na praia, ou lembra o vendedor na rua, isto porque são as três bolitas (de frutas ou outros saboresa), os três condimentos (chocolate, fruta, gomas ou pintarolas, entre outros) e ainda poder escolher algum recheio extra, mas quanto ao scoop ficam as histórias para depois.

À Olá desejo muitas felicidades que ainda nos dê muitos gelados por mais cinquenta anos cheios de vida e com sabores únicos.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Virar a Página - Tatuagens

Virar a Página - Anjos

Esta música faz parte do último álbum dos Anjos, um trabalho composto por 11 músicas, com a participação de Serginho Moah (Papas na Língua).


Lembro-me das noites sem dormir
Das canções que ouvíamos lado a lado
Segredos e frases que então trocamos
Naquele vazio do passado
Eu sei que tudo passa
Tudo fica para trás
É como um livro que não li
Por isso eu sinto e sei que te vou esquecer
Que desta vez irei dizer
Eu primeiro
Virar a página é querer rasgar as cartas que eu te escrevi
Sei que vou sair e viver sem ti

Lembro-me da chuva em agosto
E sinto que nada é permanente
Sei que tudo muda e que tudo passa
Nunca nada é para sempre

Eu sei que tudo passa
Tudo fica para trás
É como um livro que não li
Por isso eu sinto e sei que te vou esquecer
Que desta vez irei dizer
Eu primeiro
Virar a página é querer rasgar as cartas que eu te escrevi
Sei que vou sair e viver sem ti

Por isso eu sinto e sei que te vou esquecer
Que desta vez irei dizer
Eu primeiro
Virar a página é querer rasgar as cartas que eu te escrevi
Sei que vou sair e viver sem ti

Sei que vou sair
Vou te esquecer

Sei que vou sair
Viver sem ti

Tatuagens (No Meu Corpo) - Anjos 


Gravei no meu corpo tatuagens
Que nada ou ninguém pode apagar
Traços de um anjo que nos dá
Asas para podermos voar

Trago no meu corpo estas imagens
Das nossas viagens pelo amor
Feitas mapa mundo onde tu és
Meu norte, meu sul, meu equador

Refrão:
Vem comigo, vem comigo e onde eu estiver
Serás as tatuagens do meu corpo onde eu quiser
Vem comigo, vem comigo e onde eu estiver
Serás as tatuagens do meu corpo... onde eu quiser.

Gravei nos meus braços tatuagens
Para os meus abraços terem cor
Para te sentires dentro de casa
Dentro dos meus braços, meu amor.

Trago no meu corpo estas imagens
Das nossas viagens pelo amor
Feitas mapa mundo onde tu és
Meu norte, meu sul, meu equador

Refrão:
Vem comigo, vem comigo e onde eu estiver
Serás as tatuagens do meu corpo onde eu quiser
Vem comigo, vem comigo e onde eu estiver
Serás as tatuagens do meu corpo... onde eu quiser

domingo, 24 de janeiro de 2010

Noite de Saudade

Noite de Saudade

A Noite vem poisando devagar
Sobre a Terra, que inunda de amargura...
E nem sequer a bênção do luar
A quis tornar divinamente pura...

Ninguém vem atrás dela a acompanhar
A sua dor que é cheia de tornura...
E eu oiço a Noite imensa soluçar!
E eu oiço soluçar a Noite escura!



Por que és assim tão escura, assim tão triste?!
É que, talvez, ó Noite, em ti existe
Uma Saudade igual à que eu contenho!

Saudade que eu sei donde me vem...
Talvez de ti, ó Noite! ... Ou de ninguém! ...
Que eu nunca sei quem sou, nem o que tenho!!


Florbela Espanca


domingo, 10 de janeiro de 2010

Queria Amor...

Queria amor... amor que me ardesse nos sentidos e me cada poro da minha pele... amor que me escorresse pela alma como um rio reluzente e fizesse tudo florir à sua volta!

Queria amor incontrolável, incansável, voraz! Daquele amor que se afunde em nós, que consome! Queria prender-me a cada pedaço da tua pele, mexer-te na alma com os dedos sonhadores, serpentear pelo teu corpo com volúpia e cobri-lo de beijos inesquecíveis...

Queria amor... amor que me acalmasse... Um amor que fosse abrigo e refúgio nos desesperos... Amor, que fosse muito mais que só palavras!


Queria eu amor... um amor que me queimasse num recanto qualquer, que me amarrasse com fúria, que se misturasse nos nossos suores perfumados, que me possuísse o corpo e tudo o mais...

Quero amor... um amor imperfeito! Um amor com erros que ansiamos desfazer num qualquer vão de escada ou no aconchego de um abraço!




Quero amor que me doa, que me atordoe, que me deixe exausta... Porque quero sentir, sentir tudo, sentir-te!


   



Quero amor... quero sentir o desejo numa qualquer troca de olhares aqui ou ali e poder despir-te com o olhar... e deixar que me dispas sem medo do meu corpo! Quero fazer amor com todos os teus sentidos amarrados aos meus... colar as minhas mãos às tuas, ouvir o teu respirar, sentir o cheiro dos teus cabelos, deitar-me no fundo dos teus olhos e saborear todos os recantos da tua boca...


Quero amor que me agarres mas que me deixes voar e sentir livre, que me deixes dançar na chuva da manhã ou fechar-me em mim e consumir-me na solidão... um amor que não precise de leis para estar vivo e pulsar como sangue nas veias! Um amor que se renove e se descubra a cada olhar, a cada toque... que não se esgote na mortal agonia do dia após dia, mas que seja, capaz de se reescrever nas magias dos nossos seres!

Quero amor que me veja, que me entenda em todo o meu ser emaranhado. Quero aquele amor cheio de verdades que nos golpeiam mas que depois também nos fazem sorrir depois que as feridas saram!

Queria neste momento poder deslizar a minha mão pelo teu rosto sereno, assentar-te um beijo suave na testa e encostar a cabeça no teu colo... Deixa-me ficar aqui ao longe, olhando-te... querendo amor de ti, de tudo aquilo de que és feito...

sábado, 9 de janeiro de 2010

Quando estou junto a ti

Quando estou junto a ti consigo dizer-te tudo sem proferir uma só palavra... Entre nós só existem silêncios, mas a minha alma grita! Grita de vontade de te envolver num voo suave rente às espumas das marés, de te enredar num ninho no alto de uma árvore, de tecer à tua volta num novelo de sussurros, de te estender num tapete de relva verde ao sol de uma manhã de Primavera.
Queria poder-te abraçar e com o calor dos meus abraços deixar que cerrasses as pálpebras e desejasses que o mundo de súbito deixasse de existir. E eu fico aqui ao longe olhando-te, fingindo que por breves instantes troquemos olhares e que faço parte dos teus pensamentos.
Fico aqui fitando-te e imaginando que caminhas em direcção a mim com um sorriso rasgado e me estendes a mão. E desejo entender-me no escuro dos teus olhos numa qualquer manhã de Inverno e desejo que os meus ouvidos só soem os teus sorrisos, e no meu nariz só penetre o teu cheiro macio, e na minha boca só haja espaço para o teu sabor, e nos meus olhos só a tua imagem permaneça, e nas minhas mãos toda a plenitude do teu corpo se condense...

São as tuas mãos,
E as tuas mãos apenas,
O lugar onde me encontro,
O meu único aconchego.

Essas mãos,
Conchas pequenas,
Onde adormeço o eterno mar
Do meu desassossego.

Escrever-te

Se eu soubesse escrever-te assim de leve, por entre os pensamentos que me tolhem os sentidos, traduzia palavras toscas, rudes e cinzentas em sentimentos que se assomam à lembrança de  gritantes de mil cores, esculpidos com a arte imperfeita de que ama...
Tudo parecia perfeito na inconsciência tola do sentir, tudo me consumia a alma na incansável voracidade de viver, enfim tudo pareceu, quando, docemente adormecia em ti, mas a tua realidade acordou-me!


quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Praia Azul!!


Devido ao mau tempo que se fez ocorrer durante este último mês de Dezembro pelo nosso Portugal, várias habitações ficaram destruídas, inclusive uma bastante importante e querida para Nós (Orquestra), a Nossa Colónia de Férias da Praia Azul!!
Vivemos excelentes momentos junto daquele mar, daquele sol, daquela lua, o espaço, as pessoas que nos acarinham tantos. Ficar a saber que agora aquele espaço, no qual também chamamos CASA, agora está destruído, quando me disseram  pensei que fosse apenas uma pequena destruição, que podia ser reparada em poucos dias, mas afinal enganei, ou não quis acreditar. Falamos no ensaio sobre um vídeo que circula no Youtube sobre esta situação, não resisti e tive que ir ver.
As imagens apareceram, a destruição estava implantada, mas os meu olhos não queriam acreditar, as lágrimas caíram-me pelo meu rosto, senti mesmo como se fosse a minha casa que estava destruída, senti um aperto no coração, é uma tragédia realmente!!!
Bem para todos os elementos da Colónia de Férias da Praia Azul presto a nossa Amizade e que estamos cá para tudo o que precisarem...

Aqui fica o vídeo da Tragédia...




De que valeu?

De que valeu o suspiro da saudade?
De que valeu a melancolia pelos desencontros?
De que valeu a esperança por um novo encontro?
De que valeu aquele sorriso de seguida a uma dança?
De que valeu o desejo dos nossos corpos?
De que valeu de querer tanto que os nossos destinos se encontrassem?
De que valeu o vento nos nossos rostos?
De que valeu o beijo com gosto de quero outro?
De que valeu olhar tantas vezes para a Lua?
De que valeu o Abraço quando a Saudade era maior que nós os dois juntos?

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Para ficar...

... sim veio para ficar o frio, a chuva, o ventinho assim gelado a bater na cara, no qual nos congela o nariz, e consegue mesmo tremer os nossos dentitos.
Hoje conseguiram eles mesmos fazer bater o dente, estava mesmo a congelar. Mesmo super, hiper, megaaa agazalhada o frio conseguiu essa proeza, porque costuma ser difícil conseguirem!!
Ao mesmo tempo senti-me bem, o frio a gelar o corpo, o dentinho a barter, a acthim a aparecer, mostrou mesmo o Inverno de Portugal!! (Eu faço uma pequena ideia de como deve estar na nossa Serrinha da Estrela)
Bem mas com este frio só me apetece ficar deitadinha no sofá, a ter a minha noitinha de cinema e de preferência com muito calor humano enrolada nos braços de alguém!!


Hoje a noite promete o som da chuva a bater na janela
e apenas o cobertor para do friooo me proteger...