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domingo, 5 de dezembro de 2010

Do livro da Margarida...

... logo para primeira história comoveu-me, as lágrimas caíram, fez-me ver que devemos atirar as laranjas ao ar... Aqui deixo uma das histórias ou cartas.


""Laranjas ao Ar""

Querida Maria:

Pega no telefone e liga-lhe, não tens nada a perder. Diz-lhe que tens saudades dele, que ninguém te faz tão feliz, que os teu dias são secos, frios e áridos como um deserto imenso sem oásis nem miragens, sempre que não estão juntos. Pega no telefone e liga-lhe, e se ele não atender, deixa-lhe uma mensagem. Ou então escreve-lhe um sms a dizer que queres estar com ele. Não te alongues nem elabores, os homens nunca percebem o que queres deixar cair nas entrelinhas. Tens de ser clara, directa e incisiva. E não podes ter medo, porque o medo é o maior inimigo do amor. Lembra-te disto, cada vez que deixares o medo entrar nas tuas veias, ele vai gelar-te o sangue e paralisar-te os nervos, ficas transformada numa estátua de sal e morres por dentro.
Já fui como tu,  sobrevivente à procura de uma luz que me levasse por um caminho com menos pedras. Às vezes ficava tão cansada de passar pela vida sozinha que desmaiava de repente, assim do nada, só para descansar um bocadinho. Depois, tudo mudou. Mas demorou tempo, foi gradual. Não foi amor à primeira vista, foi um amor plantado e criado como uma árvore. Ele era o meu melhor amigo e estava lá todas as semanas, depois quase todos os dias. A pouco e pouco, sempre com muito cuidado, ele foi entrando na minha vida. Aprendeu a ouvir-me e a aceitar-me sem máscaras, aprendeu a morada da escola dos meus filhos, aprendeu a ser um homem de família a meu lado. E eu aprendi a ser feliz.
A vida é uma incógnita, hoje estás aqui, amanhã podes ficar doente, ou cair-te um piano em cima quando fores a andar na rua. Ainda há pessoas que atiram pianos pela janela, sabias? Nunca se sabe o que será o dia de amanhã, por isso não percas tempo, pega no telefone e liga-lhe. Tenho a certeza de que ele te vai ouvir, tenho a certeza de que ele te vai ajudar, tenho a certeza de que ele à sua maneira - e é tão estranha a forma como os homens gostam de nós -, ainda gosta de ti. Mesmo que já não te ame, ainda gosta de ti, como tu vais aprender a gostar dele quando a vida te obrigar a desistir desse amor.
Ele está longe, mas olha para ti por entre memórias, presentes e flores. À noite, entre sonhos alterados pelo álcool e as drogas leves. tu apareces-lhe na cama e ele volta a sentir o cheiro da tua pele e volta a amar-te com todas as suas forças. Ainda que não acredites, tu viverás para sempre nele, tal como ele vive em ti, na memória das tuas células, num passado que pode ser o teu escudo, mesmo que não seja o teu futuro.
Pega no telefone e liga-lhe. Fala com ele de coração aberto, diz-lhe que o queres ver, chora se for preciso, pede-lhe que te diga que sim ou que não. Se for preciso, por mais que te custe, pede-lhe para te escrever a palavrão NÃO. pede-lhe uma resposta para o teu coração. Mais vale saberes que acabou tudo do que viveres com as laranjas todas no ar, qual malabarista exausto, sem saberes como nem quando elas vão cair. Mais vale chorar a tristeza de uma amor perdido do que sonhar com um oásis que se transformou numa miragem.
Pega no telefone e liga-lhe. Liga-lhe as vezes que forem precisas até conseguires uma resposta, a paz de uma certeza, mesmo que essa certeza não seja a que desejavas ouvir. Mas não fiques quieta, à espera que a vida te traga respostas. A vida é tua, tens de ser tua vivê-la, não podes deixar que ela passe por ti, tu é que passas por ela. E quando todas as laranjas caírem, apanha-as com cuidado, guarda-as num cesto e muda de profissão. O circo é para quem não tem casa nem país, não é vida para ninguém. Guarda as laranjas num cesto, e leva-as para casa e faz um bolo de saudades para esquecer a mágoa. E nunca deixes de sonhar que um dia, tal como eu, vais encontrar alguém mais próximo e mais generoso que te ensine a ser feliz, mesmo com todas as pedras que encontrarem no caminho. Larga as laranjas e muda de vida. A vida vai mudar contigo.
Sempre tua, 
Pat

Quem ler este post pergunta porque o escolhi e escrevi-o aqui, isto porque estive inúmeras vezes com o telemóvel na mão, mas não tive coragem de ligar, ou mandar um sms. Deixei-me levar pelo medo...

domingo, 4 de julho de 2010

Um único momento


Tenho uma lágrima presa nos meus olhos,
E a sensação de que não aproveitei nada do que vivi.
Tenho medo de esquecer-me como sorrir, 
Mas ainda posso chorar.
Apaguei as luzes para quê?
Não ver o que está a minha frente.
Tropeço nas coisas que deixei espalhadas no chão.
Entre elas os dias em que fui feliz.
Lembras-te do brilho que tinha os meus olhos?
Agora está ofuscado pela lembrança de que estou sozinha,
E não me importa o quanto doa em ti, 
A culpa é minha.
Posso conter as minhas emoções.
Querer ter a oportunidade de dizer que ainda te amo.
Sem que me dês tempo para fingir que te odeio.
Afinal, de que valeria esse momento?
Não sei se o que sinto é amor,
Penso em ti todos os dias nos últimos tempos.
Queria encontrar-te ao acaso,
Antes que pudesse dizer: olá.
Queria ouvir-te dizer que pensas em mim.
Nenhuma palavra mais seria dita,
Com um beijo longo e um abraço apertado,
Sentiria o teu coração a bater acelerado contra o meu peito.
Tocaria as tuas mãos delicadas,
Sentiria o cheiro do teu perfume.
Deslizaria os meus dedos entre os teus cabelos.
Repetiria por horas que és que eu amo,
Que jamais consegui esquecer-te,
E que toda a angústia que sentia por não ter-te,
Se tinha ido embora.
Todos os momentos que não tivemos, seriam vividos apenas numa tarde.
E a partir daquele instante começariam as nossa vidas.
Queria ter-te ao meu lado para assistir um filme,
Para caminharmos de mãos dadas.
Para que te deitasses no meu colo enquanto apreciaria o teu sono.
Queria ver-te sorrir,
Queria um abraço dizendo-me ao ouvido que me amas.
A noite seria curta demais para contarmos as estrelas lado a lado, e para ouvirmos as músicas recitando frases de amor.
Desde o dia em que me deixaste, nunca mais fui capaz de repetir o teu nome para que todos ouvissem.
Convivo com esse amor guardado no meu peito, e hoje sei que aprendi a fingir muito bem.
Ninguém acredita quando digo que ainda te amo.
Ninguém acredita quando digo que ainda te espero.
Ninguém acredita que piso no meu amor próprio todos os dias sonhando em ver-te.
Ninguém é capaz de entender que não sei como evitar este sentimento.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Por aí...

Estes últimos dias com as alterações que a minha vida tem sentido, cada vez mais me questiono se tenho tomado as decisões certas, se estou no caminho certo.
Normalmente pondero muito nas minhas decisões, será que é defeito ou feitio, eu sei que tem as suas desvantagens e vantagens, mas eu gosto de arrepender-me daquilo que faço do que o que não fiz, porque a vida são dois dias mas eu tenho três, este é o pensamento e gosto de segui-lo todos os dias. 
De manhã (ou não!) gosto de acordar de consciência tranquila, que estou certa do que vou fazer, do que vou viver e sonhar.
E cada vez mais noto que o mundo afinal não é assim tão cor de rosa, como nós o vemos, sinto cada vez mais isso, sei que tenho uma vida que muitos gostariam de ter, como já mo disseram, tenho uma família espectacular ao meu lado que me apoia em tudo o que faço, que está lá quando eu caio, que me ampara nos momentos cruciais, que chora e que ri comigo. Tenho Amigos, sim a de A grande, estou rodeada de pessoas de máxima importância para mim.
Mas mesmo assim tenho sentido que me falta algo, ainda não consegui compreender é o quê? Será difícil? Será que está mesmo à frente dos meus olhos, mas sou eu que não quero ver? 
Várias perguntas entram na minha cabeça, questiono, questiono, mas ainda procuro respostas, afincadamente procuro, mas ainda não as encontrei, ainda nada é claro.


 


Mas as respostas irão aparecer, não desisto delas...

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Com força mas sem ela...


... sim com força mas sem ela, desde segunda-feira que tenho olhado para a página do blog e digo para mim própria tenho tanto para escrever mas não sei por onde começar. Começo algumas palavras mas depois a preguiça toma conta de mim e consegue dominar-me!!
Mas agora que cheguei, vesti o pijama e sentada em cima da cama apenas a ouvir Oceano Pacífico e o som das teclas venho pôr a escrita em dia...




Tantos novidades!! Por onde começar?